Olá você do lado dai!

Sou a Luciana, mas pode chamar de Lu, 90's baby, blogueira, ilustradora, designer e artesã, viciada em pinterest, café, Harry Potter e BTS. Tem uns textos meus por ai desde 2010.

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De Repente 30!

Eu quero ter trinta anos, a idade do sucesso.

Ontem foi meu aniversário, trinta anos a idade do sucesso que chegou acompanhado de um domingo frio e chuvoso. Com uma rápida volta no tempo me recordo com bastante clareza o que ouvia quando ainda era criança e que por diversas vezes saiu da minha própria boca: que aos trinta minha vida deveria estar feita, deveria estar formada, casada, com filhos, carro, casa e um emprego de sucesso, quem nunca ouviu isso não é mesmo?

Aos vinte estava me afundando como louca em uma faculdade que não queria fazer, me afundando em mim mesma, sufocando pela pressão a minha volta e tentando não ser uma decepção para sociedade ou para minha família.

Aos vinte e cinco me encontrava em desespero com uma mente a mil, me sentindo uma inútil, um fracasso, uma decepção, olhava a minha volta e via pessoas conhecidas com famílias constituídas, empregos e formações incríveis e eu sentia como se estivesse parada no tempo - tem muitos textos sobre isso por aqui inclusive – me sentia perdida e sem rumo, me afogando internamente cada vez mais. Iniciei diversos projetos para ver se conseguia suprir o vazio, mas só conseguia me afundar ainda mais.

Me sentia uma decepção.

Quando completei vinte e oito decidi parar de me importar com o que a sociedade insistia em gritar no meu ouvido e me vi em meio a um processo de aceitação tanto de quem eu era quanto de como seria minha vida. Parei de correr e comecei a fazer tudo aos poucos, com calma, passei a entender que tudo tinha seu tempo e que algumas coisas nunca chegariam a acontecer e que eu tinha que aceitar e entender isso. Comecei a perceber que não precisava ter tudo aos trinta e que minha vida não acabaria por conta disso, pois após o dia 15/05 muitos outros viriam para que eu continuasse a correr atrás dos meus sonhos.
Hoje a chegada dos meus trinta foi marcada não só pela presença de pessoas importantes na minha vida, como também por mudanças. Parei de sonhar, de imaginar e decidi arriscar. Me aceitei como sou, uma pessoa que não quis fazer faculdade, mas que mesmo assim buscou se profissionalizar e está em constante aprendizado, uma pessoa que passou a aceitar – ou quase isso – o tempo das coisas, que busca não se comparar com o outro e que não é uma decepção ou um fracasso só porque não seguiu à risca o que a sociedade insistia em impor.

Tenho medo? Todos os dias, tudo é sempre um tiro no escuro, mas também tenho fé de que as coisas vão se assentar no momento certo e estou disposta a ir para a batalha todos os dias.

Hoje, aos trinta acredito em mim e no meu tempo.

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